De onde vem o Mate Verde?

De onde vem o Mate Verde?

A linha de Mate Verde de Natura Ekos, desenvolvida especialmente para o público masculino, é inspirada na tradição da erva mate, que se espalha pelas terras arenosas da região Sul do Brasil, em meio à exuberância da Mata Atlântica.

De folhas escuras e resistentes ao frio, o Mate Verde de Natura Ekos vem de uma propriedade familiar, no Rio Grande do Sul, chamada Ervateira Putinguense. Um recanto conhecido pelos cuidados ambientais exemplares e por ser a primeira, no mundo, a receber a certificação internacional para produtos florestais não-madeiráveis da Mata Atlântica, com o selo FSC (Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal).

Naquela fazenda, o beneficiamento do mate é especial desde os primeiros passos. Dois processos distintos ocorrem ao mesmo tempo: um para o mate que será destinado à produção de chimarrão e outro para o que se transformará em cosméticos da linha Natura Ekos.

Colheita

Para a colheita tanto de um quanto de outro, os trabalhadores acordam junto com o Sol e, normalmente, seis deles caminham até o erval com suas foices e facões.  Duas pessoas se dedicam a podar as árvores e deixar os galhos no chão, sobre lonas, evitando o contato com a terra e outras impurezas.

Quando a colheita é destinada ao chimarrão, os outros trabalhadores cortam os galhos em tamanhos menores e fazem feixes de 20 a 30 quilos, calculados no olhar, amarrando-os com uma corda e os levando para o carretão, caminhão que transporta a colheita até a fábrica. Aproximadamente 30% de cada feixe é madeira e os outros 70%, folhas de mate. Afinal, para o beneficiamento do chimarrão, a presença dos “palitos” de madeira é fundamental para garantir a textura e o sabor ideais à bebida.

No entanto, para a produção de cosméticos, é importante que haja apenas folhas de mate verde e nada de madeira. Por isso, em dias de colheita para a Natura, no próprio erval, a equipe separa as folhas cuidadosamente, uma a uma, e as deposita dentro de sacos brancos de ráfia, sustentados por forquilhas feitas do próprio galho do mate.

Beneficiamento

Como a ervateira, nome dado às fábricas de processamento de erva-mate, recebe a colheita de mais de 30 propriedades, é importante que cada carregamento que chega ao local seja pesado e identificado, para garantir sua origem.

Quando o mate da própria Ervateira Putinguense está sendo beneficiado, uma luz é mantida acesa, indicando a todos os funcionários que, naquele momento, eles estão lidando com erva-mate certificada, que não pode ser misturada a outras que não possuem o selo de manejo sustentável.

Ali, os feixes do mate são desfeitos com a ajuda de rastelos e os galhos passam pelo sapeco, procedimento em que a planta entra em contato com o fogo por alguns minutos e atinge uma temperatura de 350 a 400 graus para perder a umidade. Em seguida, é triturada, descansa por 40 horas e é ensacada. Na própria Ervateira Putinguense, há uma fábrica onde a erva-mate é embalada a vácuo e vendida para diversos estados onde será consumida como chimarrão.

Quando o mate que está sendo processado na ervateira vai para a Natura, as folhas são colocadas manualmente nas esteiras e passam apenas por uma secagem mais branda, a 60 graus, sem contato direto com o fogo, para preservar algumas propriedades da planta. As folhas secas, que não chegam a ser trituradas nesse caso, são ensacadas e vendidas para a Natura, que compra cerca de seis toneladas de mate verde por ano, transformando-as em produtos refrescantes e de aroma marcante.


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